Especial Draft – Jogadores que merecem destaque – Parte 1

28 02 2008

Depois do especial sobre os times da liga universitária, é hora de examinar os jogadores de maior destaque no próximo Draft. Em doses de dez nomes por vez, iniciamos as análises com os seguintes jogadores: O.J Mayo, Nicolas Batum, Eric Gordon, Hasheem Thabeet, D.J Augustin, Ty Lawson, Brandon Rush, DeVon Hardin, Taj Gibson e Kevin Love.

O.J Mayo – Um dos mais explosivos pontuadores deste Draft, Mayo é um verdadeiro showman. Ele não é (pelo menos por enquanto) o tipo de jogador que joga em um sistema ofensivo organizado e orientado para a coletividade. Ele é um jogador muito explosivo, com excelente capacidade de arremesso, posse de bola e enterradas. Vai produzir muitas jogadas no Top10 do NBA Action em sua carreira, mas se quiser ser um campeão tem que mudar a mentalidade. Joga no USC Trojans, equipe sem muitas chances de título da NCAA.

Nicolas Batum – O melhor jogador estrangeiro no Draft. Batum, de origem francesa, é um pontuador de perímetro extremamente eficiente. Ele tem um jogo que lembra alas mais clássicos, e seu estilo se assemelha com o de Brandon Roy, atual ala do Portland TrailBlazers. É um jogador prolixo, que sabe pontuar de diversas maneiras. No time certo, vai logo ser um líder, e deve ser um jogador que se tiver a oportunidade vai ser campeão.

Eric Gordon – Mesmo com tantos ala-armadores talentosos neste Draft, Gordon consegue se sobressair. Além de conseguir fazer quase tudo no ataque, ainda é uma parede defensiva. Jogador muito ativo, que joga com muita raça e energia. Pontuador versátil, dono de vigor físico invejável (apesar de ser baixo para a posição com 1,91m), tem como defeitos no jogo o alto número de erros que comete quando não consegue entrar no jogo, e o controle de bola, que poderia ser melhor. Mesmo assim, é escolha top5 garantido.

Hasheem Thabeet – Talvez um futuro jogador defensivo do ano. Com 2,20m de altura, excelente reboteiro e bloqueador de arremessos, Thabeet é um dos projetos mais interessantes do Draft. Ainda tem que melhorar, e muito, no ataque, mas na defesa ele já joga em nível profissional. Deve causar impacto assim que entrar na liga, por seu tamanho e excelente jogo defensivo. Pode muito bem ser a peça que falta para algum time que tenha um forte jogo ofensivo mas não tem um jogador de garrafão para ser o âncora da defesa.

D.J Augustin – A maioria dos analistas diz que no momento ele é o melhor armador no basquete universitário. Apesar de Derrick Rose ser um jogador com mais potencial, Augustin está jogando melhor do que ninguém. Líder nato, ele dá o sangue pelo time na quadra. É um armador com foco na pontuação, mas que tem um controle de bola acima da média até mesmo para os padrões da NBA. Muito bom no pick and roll. As dúvidas que pairam no ar sobre ele é se a baixa estatura (1,80m) vai intereferir no futuro dele como profissional. Também não é um grande jogador defensivo, apesar de jogar com muita energia.

Ty Lawson – Outro armador que vem fazendo uma excelente temporada. É possivelmente o jogador mais rápido em todo o basquete universitário. É um armador clássico, com excelente trabalho de pés e tremenda habilidade de chegar até o aro. A baixa estatura (1,80m) e a falta de esforço farão com que caia algumas posições no Draft, mas será um bom armador reserva, e quem sabe até titular, na NBA.

Brandon Rush – Forçado a sair do Draft do ano passado por causa de lesão, Rush volta neste ano, mas não vem convencendo. Cotado para o final do primeiro round, é um ala extremamente versátil que preza a defesa. Seu talento é infinito, mas vem tendo uma temporada pra lá de decepcionante.

DeVon Hardin – Pivô da Universidade da Califórnia, era cotado para o segundo round caso entrasse no ano passado, mas neste ano melhorou de produção. Pivô com excelente envergadura e atividade no garrafão, tanto ofensivo como defensivo. Não é jogador de médias altas, mas é um pivô que faz o trabalho sujo, tipo de jogador que todo time precisa. Precisa melhorar nos lances-livres e abaixar o número de faltas por jogo.

Taj Gibson – Pivô da universidade de USC, o companheiro de OJ Mayo não é cotado para o primeiro round, mas com certeza vai ser uma surpresa na NBA. Um dos melhores reboteiros na liga, tem uma força de vontade tremenda. No ataque é limitado, mas extremamente bom nos poucos fundamentos que domina. Não vai ser um grande nome na NBA, mas com certeza vai ser um bom reserva.

Kevin Love - Pivô do UCLA Bruins, um dos maiores candidatos ao título, é um jogador que muitos acreditam que vá desapontar na NBA. É um pivô com um arsenal ofensivo quase completo, com muita vontade e excelente nos rebotes. Onde está o defeito então? Love tem um preparo físico muito abaixo da média, e apesar de dominar a NCAA nesta forma física é difícil acreditar que fará o mesmo na NBA. Também não tem muita vontade na defesa. Jogadores sem condicionamento já entraram na NBA após temporadas maravilhosas na NCAA e alguns foram bem, outros não. Deron Williams é um caso de jogador que entrou em forma, enquanto que Adam Morrison e J.J Redick nunca melhoraram a parte física e acabaram sendo decepções.


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